Bom, antes de começar por referir quem ganhou este debate, tenho a acrescentar uma ideia fundamental: A extrema-esquerda aceita o Estado de direito e a economia de mercado.
Esta novidade é da maior importância, ambos os candidatos vincaram que têm um programa que respeita o pluralismo, a democracia a independência de todos os poderes. Uma novidade interessante, pois a democracia liberal ao longo dos tempos foi apelidada por as diversas facções comunistas como a “democracia burguesa”.
Quanto ao facto de também aceitarem a economia de mercado foi notório, a não ser que tenham quaisquer ideias que não queiram revelar. Ambos propõem nacionalizações, mas de sectores determinados. Neste assunto foi curioso a resposta dada a Clara de Sousa quando esta perguntou porque é o Bloco de Esquerda também não queria nacionalizar a banca comercial como o PCP propunha, Louça foi claro na resposta ao referir “nós temos reguladores (…) têm é de ser mais eficazes”, uma solução preconizada pelos liberais de mercado desde a década de 90.
Quanto ao debate em si, creio que é indiscutível que foi morno, sem confrontação, a realidade é que são muito parecidos nas ideias, embora, creio que até nalgumas diferenças que têm preferiram não entrar em discussão aberta.
Louça ganhou claramente o debate. Além do dom para a retórica, louça tem muito mais à vontade frente às câmaras, e o discurso do candidato pelo Bloco de Esquerda é muito mais objectivo e moderno.
Jerónimo de Sousa não concretizou muitas ideias, além de o discurso do candidato do PCP ser demasiado proteccionista e na maior parte das vezes roça o nacionalismo. Realmente não me espanta este discurso, pois todos os partidos comunistas europeus têm esta vertente nacionalista, mas creio que neste debate foi em demasia, recorrendo sistematicamente a expressões muito fortes como “sentido patriótico”, “amamos o povo português”, “temos de promover o que é nacional”, “restaurar a soberania”.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
Video recomendado...
A quienes les interesa el proyecto político del presidente venezolano Hugo Chávez, les recomiendo una entrevista realizada un día antes de las elecciones presidenciales del 6 de diciembre de 1998. Me reservo los comentarios...
http://www.youtube.com/watch?v=cvbdMg-X5GQ
http://www.youtube.com/watch?v=cvbdMg-X5GQ
sábado, 22 de agosto de 2009
Una sociedad de máscaras...
La presente reflexión tiene como punto de partida la visita del presidente de la República a la Universidad de Caldas, el pasado 21 de Agosto con motivo de la inauguración del nuevo edificio Orlando Sierra Hernández.
Somos un país de máscaras, de farsas, de manipulación del pueblo… No puedo dejar de sentir indignación que con la visita del presidente, la Universidad cierre sus puertas a los estudiantes y permitan el ingreso exclusivo de quienes por algún interés personal aclaman sus discursos.
La imagen de un hombre sereno, mostrando resultados en inversión social a través de la construcción de un nuevo edificio donde se alojan no solo aulas de clase sino un buen número de laboratorios en diversas áreas del conocimiento, es la muestra de que somos un país sin memoria. ¿Acaso el edificio que inauguran no fue el que hace 2 años atrás la fuerza pública destruyó por orden directa del presidente para desalojar a cientos de estudiantes que protestaban pacíficamente? Si bien ante los reclamos sobre la criminalización de estudiantes de Universidades públicas del actual gobierno, la respuesta fue que no se permitirá la violencia en las Universidades, no es viable aceptar el uso de la fuerza contra quien protesta, y menos aún en un estado social de derecho donde prima el respeto por los derechos Humanos.
Lo que se vio en los medios de comunicación: un presidente que invierte en educación, ciencia, tecnología… un grupo de directivos de la Universidad, algunos por convicción, otros por obligación, presentes en el acto…. los ciudadanos del común pensando que es el mejor presidente que ha tenido Colombia …
Por mi parte, como acto de protesta contra la farsa, no asistí.
domingo, 26 de julho de 2009
Junções impossíveis: Uma nova forma de ver a dictomia esquerda - direita
Esta semana, ao escutar com atenção a entrevista de Francisco Louçã à RTP, ouvi mais um repto junção de toda a esquerda, até a nível nacional, contra a direita. Receia que tal cenário seja impossível ou até mesmo utópico.
Quando oiço muitos militantes do BE e Manuel Alegre e os seus apoiantes a dizer que toda a esquerda se deve juntar contra as políticas de direita faz-me lembrar aquelas pessoas que querem ser primos à força, encontrando qualquer ligação em comum, por mais disparatada e estonteante que seja.
No caso de quem faz estas afirmações há uma parentalidade a que todos recorrem: esquerda. O problema é que “esquerda” é uma palavra, ou seja, um vocábulo, que pode significar múltiplas coisas consoante os contextos. Uma palavra por si só não legítima conclusões científicas. Quantas vezes não utilizamos palavras ou expressões que quase nada significa historicamente? A estas palavras chamam-se chavões.
Isto tudo para dizer que apesar de nos referirmos a partidos, como por exemplo, PS, PCP, MRPP, PCP como “Esquerda” e a partidos como PSD, CDS-PP, PND, PNR como “Direita”, devido a diversas semelhanças ideológicas, creio que cientificamente falando é errado. É devido a isto que a tal junção de toda a esquerda é impossível, tal como se alguém defendesse uma união de toda a direita. Só podiam ser possíveis se as ideologias dessem lugar aos chamados interesses políticos, muito comuns na real politik.
As incongruências científicas são muitas. Se estivermos atentos verificamos que esta classificação está quase totalmente ultrapassada. Documentando um exemplo, quais as semelhanças entre PS (centro esquerda) e PCP (Extrema-esquerda)? Quais as semelhanças entre PSD (centro direita) e PNR (extrema direita)? Obviamente nenhumas. O que é certo é que ao verificar as linhas ideológicas de PS e PSD estas são muito mais próximas uma da outra do cada um dos seus extremos. E mais curioso ainda: PCP e PNR ideologicamente estão muito mais próximos um do outro do que do dos seus partidos à esquerda ou à direita mais moderados. Vejamos: tanto o PCP como o PNR são partidos radicais, anti capitalistas, anti americanos e ambos defendem o serviço militar obrigatório, o que o distingue é o carácter mais liberal de um e mais conservador de outro em termos de costumes. Na realidade os extremos tocam-se.
E entre o BE e o PS haverá junção possível? Concluo que não, o BE continua a ter uma grande componente anti capitalista, defendem grande liberalização dos costumes, que para o eleitorado do PS não é aceitável e tem uma grande dose de anti americanismo e de contra poder. As parecenças entre PS e PSD continuam a ser maiores. Até o próprio BE, por vezes, continua a ter dificuldade para juntar as suas diversas facções (anarquistas, marxistas-leninistas, trotskistas, maoístas e sócias democratas originais).
Creio que esta dictomia “Esquerda - direita” está cada vez mais ultrapassada, impondo-se, como alguns autores defendem, uma nova concepção global das ideologias, mas que não seja dual. A única semelhança entre as pessoas que se dizem de esquerda ou direita, hoje em dia, e dado o panorama dos partidos políticos, creio que será a nível antropológico, pois a esquerda defendem que o ser humano é um “bom selvagem”, e a direita diz que o homem não é bom por natureza, é uma animal, embora racional, mas que tem defeitos (mesmo assim com algumas dúvidas, dado as políticas incoerentes com esta ideia que alguns partidos de esquerda ou de direita prosseguem). Mas esta diferença é tratada mais a nível académico, não sendo conhecida da generalidade das pessoas.
Para concluir, podemos ainda referir de que a união de toda a esquerda ou de toda a direita é utópica está demonstrada a nível histórico. Quem não se lembra da aliança entre o PS e PSD pós 25 de Abril contra o avanço do comunismo em Portugal, ou então da aliança feita entre os NAZIS e a URSS antes da II Guerra Mundial? Esta dictomia realmente nunca foi feliz e é completamente anacrónica. Creio que deveríamos inaugurar uma nova concepção global de ideologias, até para englobarmos certos partidos que não se definem como sendo de esquerda ou de direita, mas desta feita quadripartida: Liberais, Conservadores e Socialistas e anarquistas.
Obviamente isto é uma sugestão, estando ciente que esta classificação não está isenta de dificuldades, quando confrontado com ideologias como o Nacionalismo ou autoritarismo de diversas formas, estando aberto a novas ideias de classificações.
Quando oiço muitos militantes do BE e Manuel Alegre e os seus apoiantes a dizer que toda a esquerda se deve juntar contra as políticas de direita faz-me lembrar aquelas pessoas que querem ser primos à força, encontrando qualquer ligação em comum, por mais disparatada e estonteante que seja.
No caso de quem faz estas afirmações há uma parentalidade a que todos recorrem: esquerda. O problema é que “esquerda” é uma palavra, ou seja, um vocábulo, que pode significar múltiplas coisas consoante os contextos. Uma palavra por si só não legítima conclusões científicas. Quantas vezes não utilizamos palavras ou expressões que quase nada significa historicamente? A estas palavras chamam-se chavões.
Isto tudo para dizer que apesar de nos referirmos a partidos, como por exemplo, PS, PCP, MRPP, PCP como “Esquerda” e a partidos como PSD, CDS-PP, PND, PNR como “Direita”, devido a diversas semelhanças ideológicas, creio que cientificamente falando é errado. É devido a isto que a tal junção de toda a esquerda é impossível, tal como se alguém defendesse uma união de toda a direita. Só podiam ser possíveis se as ideologias dessem lugar aos chamados interesses políticos, muito comuns na real politik.
As incongruências científicas são muitas. Se estivermos atentos verificamos que esta classificação está quase totalmente ultrapassada. Documentando um exemplo, quais as semelhanças entre PS (centro esquerda) e PCP (Extrema-esquerda)? Quais as semelhanças entre PSD (centro direita) e PNR (extrema direita)? Obviamente nenhumas. O que é certo é que ao verificar as linhas ideológicas de PS e PSD estas são muito mais próximas uma da outra do cada um dos seus extremos. E mais curioso ainda: PCP e PNR ideologicamente estão muito mais próximos um do outro do que do dos seus partidos à esquerda ou à direita mais moderados. Vejamos: tanto o PCP como o PNR são partidos radicais, anti capitalistas, anti americanos e ambos defendem o serviço militar obrigatório, o que o distingue é o carácter mais liberal de um e mais conservador de outro em termos de costumes. Na realidade os extremos tocam-se.
E entre o BE e o PS haverá junção possível? Concluo que não, o BE continua a ter uma grande componente anti capitalista, defendem grande liberalização dos costumes, que para o eleitorado do PS não é aceitável e tem uma grande dose de anti americanismo e de contra poder. As parecenças entre PS e PSD continuam a ser maiores. Até o próprio BE, por vezes, continua a ter dificuldade para juntar as suas diversas facções (anarquistas, marxistas-leninistas, trotskistas, maoístas e sócias democratas originais).
Creio que esta dictomia “Esquerda - direita” está cada vez mais ultrapassada, impondo-se, como alguns autores defendem, uma nova concepção global das ideologias, mas que não seja dual. A única semelhança entre as pessoas que se dizem de esquerda ou direita, hoje em dia, e dado o panorama dos partidos políticos, creio que será a nível antropológico, pois a esquerda defendem que o ser humano é um “bom selvagem”, e a direita diz que o homem não é bom por natureza, é uma animal, embora racional, mas que tem defeitos (mesmo assim com algumas dúvidas, dado as políticas incoerentes com esta ideia que alguns partidos de esquerda ou de direita prosseguem). Mas esta diferença é tratada mais a nível académico, não sendo conhecida da generalidade das pessoas.
Para concluir, podemos ainda referir de que a união de toda a esquerda ou de toda a direita é utópica está demonstrada a nível histórico. Quem não se lembra da aliança entre o PS e PSD pós 25 de Abril contra o avanço do comunismo em Portugal, ou então da aliança feita entre os NAZIS e a URSS antes da II Guerra Mundial? Esta dictomia realmente nunca foi feliz e é completamente anacrónica. Creio que deveríamos inaugurar uma nova concepção global de ideologias, até para englobarmos certos partidos que não se definem como sendo de esquerda ou de direita, mas desta feita quadripartida: Liberais, Conservadores e Socialistas e anarquistas.
Obviamente isto é uma sugestão, estando ciente que esta classificação não está isenta de dificuldades, quando confrontado com ideologias como o Nacionalismo ou autoritarismo de diversas formas, estando aberto a novas ideias de classificações.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Estado da Nação
Bom, depois de quatro anos de governo socialista é preciso fazer o balanço.
Na minha opinião creio que alguma coisa boa foi feita, mas creio que o balanço é negativo. Em certas áreas chaves o governo falhou.
Começando pelo que acho mais positivo, desde logo salta o investimento nas energias renováveis. Face ao investimento feito pelo governo, Portugal é hoje um país quase na linha da frente quanto às energias renováveis. Não nos podemos esquecer que Portugal tem condições únicas para o desenvolvimento de este tipos de energias, especialmente quanto à energia solar e energia que advém das marés e da força das ondas, que é chamada energia maremotriz.
Outro ponto positivo foi o facto de os idosos carenciados passarem a ter os genéricos comparticipados a 100% pelo Estado, sem dúvida uma medida com um grande impacto social positivo.
Por fim, temos a lei anti-tabaco, que, embora numa fase inicial tenha sido contestada, sem dúvida que introduziu um grande avanço ao nível da saúde pública, que tanto fumadores, como não fumadores beneficiam.
Estas são em termos gerais as coisas positivas feitas por este governo, embora, com justiça, poderíamos referir também como positiva (embora com algumas criticas) o programas novas oportunidades e o plano tecnológico.
Agora temos o lado negativo.
O facto de o governo ter feito melhoramentos em algumas áreas, não apaga a má prestação em áreas nucleares.
Na educação creio que quase não preciso de comentar. Não soube manter empatia com uma classe inteira, muito importante na sociedade portuguesa, não é que eu não concorde com a avaliação dos professores, pois eu concordo plenamente, mas a forma como o governo conduziu este processo foi desastrosa, com sucessivos avanços e recuos e muita arrogância.
A justiça é na verdade o grande fracasso do governo. Falhou em todas as frentes. Desde o mal afamado código de processo penal, que mais parece servir para o Estado poupar dinheiro com as prisões preventivas, o facto de os tribunais necessitarem de uma reforma urgente ao nível da segurança, com sucessivos casos documentados e o governo nada fazer, e por fim a lentidão continuar a ser a regra mor na justiça.
Por fim, e para fazer um apanhado geral das piores situações, temos de referir a agricultura. Creio que este deve ser o pior ministro da agricultura que passou por algum governo. Não age, não fala com os agricultores, atrasou em dois anos o PRODER (Programa de desenvolvimento rural), fazendo apenas continência aos burocratas de Bruxelas.
Estas são as três áreas onde o governo falhou em tudo, mas existem outras em que o governo claudicou, como no combate ao desemprego e à desertificação e na área da cultura.
Fazendo uma análise mais individualizada, na minha opinião, os ministros com nota positiva foram a Ministra da Saúde Ana Jorge e o Ministro dos Negócios estrangeiros Luís Amado. Com nota negativo estiveram sem margem para dúvidas, a Ministra da educação Maria Lurdes Rodrigues e o ministro da agricultura Jaime Silva.
Como estamos a falar do Estado da nação, não podemos só comentar a actuação do governo, temos também de referir outros actores políticos.
Não posso deixar de censurar a actuação de alguns sindicatos. Sem individualizar, não é aceitável que algumas centrais sindicais defendam os interesses partidários, ou funcionem como contra poder. Os sindicatos são uma instituição importantíssima, com origem no século XVIII, e tem de servir fundamentalmente os interesses dos trabalhadores que representam, mas com um certo sentido de racionalidade e projecção de futuro em relação ao país. Não podemos esquecer que o termo “sindicato” deriva do grego “sundikos”, que queria dizer advogado. Ora bem, hoje em dia os sindicatos têm de ser primordialmente advogados dos trabalhadores que representam e não de interesses de algum partido ou ideologia.
Por fim, quero comentar a nossa oposição. Do lado da extrema-esquerda temos mais do mesmo. Propostas algo utópicas mas com um certo ascendente devido á crise. O PSD nestes quatro anos de oposição, embora possa ter algumas propostas positivas, passou maior parte do tempo a querer fazer algum oportunismo político, esquecendo-se, muitas vezes, de apresentar as suas propostas. O CDS, embora por vezes com alguma demagogia, creio que foi a melhor oposição que o país teve. Embora eu não seja apoiante do CDS, esta é a minha análise política. Creio que Paulo Portas tem dado alguma seriedade ao partido.
Na minha opinião creio que alguma coisa boa foi feita, mas creio que o balanço é negativo. Em certas áreas chaves o governo falhou.
Começando pelo que acho mais positivo, desde logo salta o investimento nas energias renováveis. Face ao investimento feito pelo governo, Portugal é hoje um país quase na linha da frente quanto às energias renováveis. Não nos podemos esquecer que Portugal tem condições únicas para o desenvolvimento de este tipos de energias, especialmente quanto à energia solar e energia que advém das marés e da força das ondas, que é chamada energia maremotriz.
Outro ponto positivo foi o facto de os idosos carenciados passarem a ter os genéricos comparticipados a 100% pelo Estado, sem dúvida uma medida com um grande impacto social positivo.
Por fim, temos a lei anti-tabaco, que, embora numa fase inicial tenha sido contestada, sem dúvida que introduziu um grande avanço ao nível da saúde pública, que tanto fumadores, como não fumadores beneficiam.
Estas são em termos gerais as coisas positivas feitas por este governo, embora, com justiça, poderíamos referir também como positiva (embora com algumas criticas) o programas novas oportunidades e o plano tecnológico.
Agora temos o lado negativo.
O facto de o governo ter feito melhoramentos em algumas áreas, não apaga a má prestação em áreas nucleares.
Na educação creio que quase não preciso de comentar. Não soube manter empatia com uma classe inteira, muito importante na sociedade portuguesa, não é que eu não concorde com a avaliação dos professores, pois eu concordo plenamente, mas a forma como o governo conduziu este processo foi desastrosa, com sucessivos avanços e recuos e muita arrogância.
A justiça é na verdade o grande fracasso do governo. Falhou em todas as frentes. Desde o mal afamado código de processo penal, que mais parece servir para o Estado poupar dinheiro com as prisões preventivas, o facto de os tribunais necessitarem de uma reforma urgente ao nível da segurança, com sucessivos casos documentados e o governo nada fazer, e por fim a lentidão continuar a ser a regra mor na justiça.
Por fim, e para fazer um apanhado geral das piores situações, temos de referir a agricultura. Creio que este deve ser o pior ministro da agricultura que passou por algum governo. Não age, não fala com os agricultores, atrasou em dois anos o PRODER (Programa de desenvolvimento rural), fazendo apenas continência aos burocratas de Bruxelas.
Estas são as três áreas onde o governo falhou em tudo, mas existem outras em que o governo claudicou, como no combate ao desemprego e à desertificação e na área da cultura.
Fazendo uma análise mais individualizada, na minha opinião, os ministros com nota positiva foram a Ministra da Saúde Ana Jorge e o Ministro dos Negócios estrangeiros Luís Amado. Com nota negativo estiveram sem margem para dúvidas, a Ministra da educação Maria Lurdes Rodrigues e o ministro da agricultura Jaime Silva.
Como estamos a falar do Estado da nação, não podemos só comentar a actuação do governo, temos também de referir outros actores políticos.
Não posso deixar de censurar a actuação de alguns sindicatos. Sem individualizar, não é aceitável que algumas centrais sindicais defendam os interesses partidários, ou funcionem como contra poder. Os sindicatos são uma instituição importantíssima, com origem no século XVIII, e tem de servir fundamentalmente os interesses dos trabalhadores que representam, mas com um certo sentido de racionalidade e projecção de futuro em relação ao país. Não podemos esquecer que o termo “sindicato” deriva do grego “sundikos”, que queria dizer advogado. Ora bem, hoje em dia os sindicatos têm de ser primordialmente advogados dos trabalhadores que representam e não de interesses de algum partido ou ideologia.
Por fim, quero comentar a nossa oposição. Do lado da extrema-esquerda temos mais do mesmo. Propostas algo utópicas mas com um certo ascendente devido á crise. O PSD nestes quatro anos de oposição, embora possa ter algumas propostas positivas, passou maior parte do tempo a querer fazer algum oportunismo político, esquecendo-se, muitas vezes, de apresentar as suas propostas. O CDS, embora por vezes com alguma demagogia, creio que foi a melhor oposição que o país teve. Embora eu não seja apoiante do CDS, esta é a minha análise política. Creio que Paulo Portas tem dado alguma seriedade ao partido.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Constitucionalismo Colombiano
Con la Constitución Política de 1991, Colombia dio un salto sin precedentes en la consagración de garantías ciudadanas, lo que implicó una transformación del poder público. El pasar de un Estado de derecho a un Estado Social de derecho, y el establecimiento de un mecanismo efectivo para materializar la justicia y alcanzar los fines del estado, esto es, la acción de tutela (también llamada “acción de amparo”), Colombia se ubicó dentro de los pocos países del mundo con una carta de derechos propia del nuevo constitucionalismo.
El estado social de derecho supone para la mayoría de la población Colombiana que vive en situación de pobreza extrema “estándares mínimos de salario, alimentación, salud, habitación, educación, asegurados para todos los ciudadanos bajo la idea de derecho y no simplemente de caridad” (H.L. Wilensky, 1975).
Por otro lado, la democracia constitucional desarrollada por la carta magna de 1991 buscó la armonización de la rama ejecutiva, legislativa y judicial, evitando desbordamientos del poder ejecutivo mediante el control jurisdiccional.
Por otro lado, la democracia constitucional desarrollada por la carta magna de 1991 buscó la armonización de la rama ejecutiva, legislativa y judicial, evitando desbordamientos del poder ejecutivo mediante el control jurisdiccional.
Pues bien, no hacer una crítica al debilitamiento de la Constitución Política a través de la acción del actual gobierno Colombiano es pasar por alto un atentado contra el principal medio defensa que tenemos los ciudadanos. Si bien es cierto que a lo largo de la historia el poder político ha estado permeado por la corrupción -importante obstáculo para el desarrollo-, lo que se ha visto en los últimos años en Colombia no tiene carta de presentación. Como dicen algunos medios de comunicación “sin ruborizarse” el gobierno de la mano con un gran número de parlamentarios ha modificado nuestra constitución en puntos álgidos y que implican un retroceso en el camino hacia la democracia constitucional. Posibilitar la reelección del presidente, uno de los mandatarios más populares pero que más daño nos ha hecho con sus políticas direccionadas a privilegiar grupos élite del país, vislumbra la ruta hacia el absolutismo. Por otro lado, iniciativas surgidas del seno del Uribismo, como la Inmunidad parlamentaria, solo dejan ver el grado de cinismo de quienes conforman el legislativo, gran parte de los cuales están siendo investigados por recibir prebendas para votar favorablemente la primera reelección presidencial, y ahora temen por el voto de la segunda iniciativa reeleccionista.
¿Qué le espera al constitucionalismo colombiano? Con la perpetuación en el poder del Uribismo seguramente estamos destinados al retroceso en las garantías constitucionales que alguna vez se establecieron. Si con los falsos positivos donde cientos de Colombianos inocentes han muerto de la mano de las fuerzas militares, ahora el escándalo por la entrega de más de 30 notarías donde el presidente de la república posesionó notarios con la finalidad de obtener votos a favor de la primera reelección, y muchísimos más hechos que vinculan directamente al presidente en conductas delictivas, no ha sido posible la salida del poder del presidente y su gabinete, no podría pensar que más se necesita para que culmine este periodo de corrupción.
Hago referencia a 2 textos relevantes en el tema. El primero, un fallo de Tutela bellísimo de la Corte Constitucional Colombiana, la sentencia hito en materia de estado social de derecho T-406 de 1992, y el segundo, un artículo de la revista Semana, acerca del testimonio del ex Superintendente de Notariado y Registro, a propósito de la “feria de Notarias” http://www.semana.com/noticias-politica/ventilador-notarias/125628.aspx
Hago referencia a 2 textos relevantes en el tema. El primero, un fallo de Tutela bellísimo de la Corte Constitucional Colombiana, la sentencia hito en materia de estado social de derecho T-406 de 1992, y el segundo, un artículo de la revista Semana, acerca del testimonio del ex Superintendente de Notariado y Registro, a propósito de la “feria de Notarias” http://www.semana.com/noticias-politica/ventilador-notarias/125628.aspx
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Eleições europeias
Como não poderia deixar de ser, tenho de comentar o resultado das eleições europeias.
Confesso que não estava á espera do PSD ganhar, acho que as sondagens nunca se enganaram tanto como nestas eleições.
Quanto aos vencedores, ao contrário do que muita gente comenta, penso que foi uma grande vitória do PSD. Por múltiplas razões. Não nos podemos esquecer que o PSD deixou se ser governo da forma que se viu, saiu muita mal na imagem, desde aí nunca mais teve estabilidade, com constante oposição interna e mudanças de liderança. Muitos já previam o desmoronar do partido de Sá Carneiro, com a consequência de deixar de ser uma alternativa de governo. Mas enganaram-se. O PSD, devido á grande prestação de Rangel, à estabilidade obtida por Manuela Ferreira Leite e ao fracasso de muitas políticas do governo PS, ganhou as eleições ainda com uma margem considerável. Veremos se chega para as legislativas, onde muito voto útil vai surgir.
Quanto ao segundo vencedor da noite, o Bloco de Esquerda, não foi uma surpresa, tem criado muita simpatia nalgum eleitorado mais á esquerda dentro do PS e que está desiludido com o governo. Não sendo, na verdade, votos “ideológicos”, veremos como vai reagir o BE à captação deste novo eleitorado.
Outro vencedor, embora em menor escala, foi o CDS. Não é só o facto de ter ganho ás empresas de sondagens, essas punham o partido quase residual, mas também o facto de Nuno Melo (um bom candidato, sem dúvida) ter conseguido juntado muito do seu eleitorado e muitos outros votos que, quase de certeza, votaram pela primeira vez no partido, muito por culpa deste candidato.
No que diz respeito à CDU, esta está como que num “limbo”, podemos dizer que tem um sabor bem amargo de vitória. É verdade que teve o seu melhor resultado dos últimos 15 anos, mas foi ultrapassado pelo BE, e não podemos esquecer que conquistou pouco eleitorado em terras hostis, continuando a sua fortaleza eleitoral a ser o Alentejo.
Quanto ao derrotado da noite, o PS, creio que foi um sinal claro que os portugueses estão fartos de algumas das suas políticas. Apesar de alguns méritos, as pastas essenciais continuam a ser mal governadas, nomeadamente, a justiça, educação e cultura.
Outra nota importante destas eleições, é ainda maior viragem à direita na Europa. A verdade é que quase todos os governos socialistas foram punidos, enquanto os governos de direito não. É curioso este resultado, numa altura em que muitos afirmam que a esquerda é que tem a solução para a crise. Quem sabe se os povos europeus estão a dar um sinal que já estão fartos de certas políticas do passado, em que reinava a burocracia e a “engorda” do estado.
Por último, queria só referir a minha desilusão quanto á taxa de abstenção. A verdade é que os portugueses (e os europeus em geral) continuam sem entender o quão importante é o Parlamento Europeu na condução das nossas vidas, mas diga-se, em jeito de crítica, que muita da falta de informação se deve á ausência de debates profundos acerca do papel desta instituição. A verdade é que ninguém nasce ensinado, a informação pública deve ter um papel importante neste aspecto.
Confesso que não estava á espera do PSD ganhar, acho que as sondagens nunca se enganaram tanto como nestas eleições.
Quanto aos vencedores, ao contrário do que muita gente comenta, penso que foi uma grande vitória do PSD. Por múltiplas razões. Não nos podemos esquecer que o PSD deixou se ser governo da forma que se viu, saiu muita mal na imagem, desde aí nunca mais teve estabilidade, com constante oposição interna e mudanças de liderança. Muitos já previam o desmoronar do partido de Sá Carneiro, com a consequência de deixar de ser uma alternativa de governo. Mas enganaram-se. O PSD, devido á grande prestação de Rangel, à estabilidade obtida por Manuela Ferreira Leite e ao fracasso de muitas políticas do governo PS, ganhou as eleições ainda com uma margem considerável. Veremos se chega para as legislativas, onde muito voto útil vai surgir.
Quanto ao segundo vencedor da noite, o Bloco de Esquerda, não foi uma surpresa, tem criado muita simpatia nalgum eleitorado mais á esquerda dentro do PS e que está desiludido com o governo. Não sendo, na verdade, votos “ideológicos”, veremos como vai reagir o BE à captação deste novo eleitorado.
Outro vencedor, embora em menor escala, foi o CDS. Não é só o facto de ter ganho ás empresas de sondagens, essas punham o partido quase residual, mas também o facto de Nuno Melo (um bom candidato, sem dúvida) ter conseguido juntado muito do seu eleitorado e muitos outros votos que, quase de certeza, votaram pela primeira vez no partido, muito por culpa deste candidato.
No que diz respeito à CDU, esta está como que num “limbo”, podemos dizer que tem um sabor bem amargo de vitória. É verdade que teve o seu melhor resultado dos últimos 15 anos, mas foi ultrapassado pelo BE, e não podemos esquecer que conquistou pouco eleitorado em terras hostis, continuando a sua fortaleza eleitoral a ser o Alentejo.
Quanto ao derrotado da noite, o PS, creio que foi um sinal claro que os portugueses estão fartos de algumas das suas políticas. Apesar de alguns méritos, as pastas essenciais continuam a ser mal governadas, nomeadamente, a justiça, educação e cultura.
Outra nota importante destas eleições, é ainda maior viragem à direita na Europa. A verdade é que quase todos os governos socialistas foram punidos, enquanto os governos de direito não. É curioso este resultado, numa altura em que muitos afirmam que a esquerda é que tem a solução para a crise. Quem sabe se os povos europeus estão a dar um sinal que já estão fartos de certas políticas do passado, em que reinava a burocracia e a “engorda” do estado.
Por último, queria só referir a minha desilusão quanto á taxa de abstenção. A verdade é que os portugueses (e os europeus em geral) continuam sem entender o quão importante é o Parlamento Europeu na condução das nossas vidas, mas diga-se, em jeito de crítica, que muita da falta de informação se deve á ausência de debates profundos acerca do papel desta instituição. A verdade é que ninguém nasce ensinado, a informação pública deve ter um papel importante neste aspecto.
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